Novo Comitê Central consagra a força da juventude do PCdoB
O “rejuvenescimento” é uma das principais marcas do novo Central Comitê (CC) do PCdoB, eleito em São Paulo neste domingo (8), último dia do 12º Congresso do partido. A participação de jovens lideranças no principal órgão de deliberação partidária saltou de 3,7% para 9,5%.
Dos 105 comunistas que integram agora o CC, nada menos que dez têm até 30 anos. Três deles já faziam parte da direção anterior (2005-2009) — a deputada federal Manuela D’Ávila (RS), o secretário de Esportes de Campinas (SP), Gustavo Petta, e o presidente da União da Juventude Socialista (UJS), Marcelo Brito, o Gavião.
A eles se somarão promessas como o goiano André Tokarski, dirigente da UJS e caçula do Comitê Central, com apenas 25 anos. Como o CC é concebido pelo PCdoB como “o vértice do sistema de direção nacional”, Tokarski acredita que os dois lados — partido e jovens — têm a ganhar com as mudanças.
“Além de apresentar propostas para a juventude, o PCdoB aponta que também quer que a juventude tenha opinião sobre os rumos do partido”, comenta o mais novo dos novos dirigentes nacionais comunistas. “Tendo jovens militantes incorporados a seu dia a dia e agora eleitos ao Comitê Central, o PCdoB traduz claramente a decisão de valorizar o olhar da juventude sobre política.”
Tokarski agrega: um partido que disputa a hegemonia não pode deixar de refletir sobre um dos contingentes mais numerosos da sociedade. “Dialogar com a juventude equivale, no Brasil, a dialogar com 50 milhões de pessoas. Sem os jovens, não haverá transformação social nem conquista socialismo.”
Trajetória própria
Outra liderança que ascende ao Comitê Central é Renata Lemos Petta, dirigente do PCdoB-SP, 27 anos de idade e sete de partido. O CC já contava com dois de seus parentes: o irmão, Gustavo Petta, e um tio, João Batista Lemos. Nepotismo? Que nada. Renata tem sua própria trajetória e reconhecimento generalizado. Iniciou sua militância no ensino médio, quando participou do grêmio estudantil de seu colégio, em Campinas, e foi diretora da Uces (União Campineira dos Estudantes Secundaristas).
Uma vez na universidade, atuou no centro e no diretório acadêmicos, presidindo em seguida a União Estadual dos Estudantes (UEE-SP). Atualmente, é membro da Executiva Nacional da UJS, além de presidente da entidade em São Paulo. Apesar do currículo, Renata enaltece, acima de tudo, o esforço do PCdoB para “formar seus jovens para o presente, não para o futuro”.
“O trabalho de juventude desenvolvido pelo PCdoB tem uma tradição muito grande e já formou muitos quadros para o movimento estudantil e também para o próprio partido. Mas, no último período, o PCdoB adotou uma postura mais aberta a grandes mudanças — o que favorece a inclusão de jovens nas direções partidárias”, analisa Renata.
Além do movimento estudantil
Gustavo Petta concorda com a irmã. Na opinião do secretário de Esporte de Campinas e ex-presidente da UNE (2003-2007), o PCdoB cada vez mais dá guarida à juventude em geral, e não só a lideranças do movimento estudantil. Prova disso, segundo Gustavo, é a eleição de Daniele Costa Silva para o CC. Aos 30 anos, ela é secretária de Juventude do PCdoB-BA, membro do Fórum Permanente sobre a Questão da Mulher e uma das coordenadoras nacionais da União Brasileira de Mulheres (UBM).
“Entre as novidades positivas, o CC mostrou essa diversidade de atuação dos jovens do partido em vários cantos do país e em diferenciadas frentes. Existem na direção jovens trabalhadores, jovens operários e mesmo jovens lideranças do movimento de mulheres, como a camarada Daniele”, diz Gustavo.
Os jovens trabalhadores têm dois representantes mais do que legítimos no CC eleito: o economista e operário, Thiago de Andrade Pinto, de 27 anos, vice-presidente do PCdoB em Curitiba; e o sindicalista Cláudio Silva Bastos, 26 anos, membro das direções da Federação dos Trabalhadores na Agricultura da Bahia (Fetag-BA), da seção baiana da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-BA) e do PCdoB-BA.
Para Gustavo Petta, a juventude leva ao Comitê Central “contribuições que correspondem a essa nova fase” do PCdoB. “O partido que tentamos construir para os dias de hoje é mais dinâmico, mais vivo, ainda mais democrático. Esse olhar dos jovens ajuda a acelerar as mudanças e a fazer do PCdoB um grande partido de massas.”
A força que vem da UNE
Os egressos do movimento estudantil, de todo modo, prevalecem. Na nova direção nacional do PCdoB, há três ex-presidentes da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) — Manoel Rangel, Leila Márcia Santos e Gavião. O CC eleito também conta, além de Gustavo Petta, com oito comunistas que passaram pela presidência da UNE — Aldo Arantes, Aldo Rebelo, Javier Alfaya, Renildo Calheiros, Orlando Silva, Wadson Ribeiro, Lúcia Stumpf e Augusto Chagas.
Antigos e atuais líderes estudantis concordam que ocupar cargos em grandes entidades nacionais ajuda a lapidar a formação política. “Por sua diversidade e amplitude, a UNE é a maior escola de democracia do país, ensina a dialogar com o diferente e forma quadros para todos os partidos, principalmente para o nosso. O PCdoB leva a UNE muito a sério”, atesta a gaúcha Lúcia Stumpf, de 28 anos, que esteve à frente da entidade de 2007 a 2009 e é uma das novas integrantes do Comitê Central.
Augusto Chagas, atual presidente da UNE, faz coro a Lúcia. “As pessoas costumam sempre se lembrar dessas grandes figuras públicas que passam pela presidência da UNE e continuam na vida política. Mas não podemos nos esquecer dos milhões e milhões de brasileiros que já participaram do movimento estudantil — na Ubes, na UNE, nas UEEs, nos centros acadêmicos”, afirma Augusto. “Através do contato com as entidades, essas pessoas certamente agregaram à sua formação a defesa do povo brasileiro, do país, a luta por uma sociedade mais justa.”
“Fator destacado”
Com uma média etária ligeiramente menor, o CC eleito traduziu o esforço de “alcançar justa solução para o convívio geracional na vida partidária”, nos marcos do Programa Socialista para o Brasil e na Política de Quadros Comunistas para a Contemporaneidade. Os dois documentos foram aprovados no sábado (7), durante o terceiro dia do 12º Congresso.
De acordo com as resoluções congressuais, a juventude é, ao lado das mulheres, “fator destacado” na chamada “transição do capitalismo ao socialismo no Brasil”. O PCdoB deverá criar uma política de quadros específica para os jovens, que constituem uma das “bases sociais fundamentais em torno desse projeto”.
De São Paulo,
André Cintra
Fábio H. G. Sardinha
"Quando o impossivel se tornar cotidiano a revolução estará presente"
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
LULA PRESSIONA OBAMA
17 de Novembro de 2009 - 22h31
Lula resolve ir a Copenhague e pressiona Obama por acordo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mudou sua agenda e irá à cúpula de Copenhague sobre mudanças climáticas, no mês que vem. "neste momento somente com a presença de dirigentes políticos é que se pode muda", disse Lula em Roma, nesta terça-feira (17), reagindo duramente à "relutância" mostrada pelo presidente Barack Obama em alcançar um acordo climático efetivo em Copenhague.
"No momento somente com a presença de dirigentes políticos é que se pode mudar alguma coisa em Copenhague e o que parecia impossível pode se concretizar", disse Lula. "Nós achamos que, quando os dirigentes se reunirem em torno de uma mesa, aquilo que parecia impossível de se concretizar pode se concretizar", agregou.
"Vou a Copenhague"
Conforme o planejamento anterior, o governo brasileiro seria representado em Copenhague por uma representação chefiada pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). A mudança de planos veio acompanhada de uma crítica enfática à ideia de uma cúpula não resolutiva.
"Vou a Copenhague, nos dias 16 e 17 de dezembro. Acertei com o presidente Sarkozy (da França) e com o primneiro ministro Gordon Brown (Reino Unido). Espero que eles consigam avançar para, no mínimo, assumir alguns princípios básicos para que a gente consiga diminuir os gases de efeito estufa" anunciou Lula.
Crítica ao "maior poluidor do planeta"
"Eu penso que nós não temos como aceitar a ideia dos EUA e da China não participarem desse processo. Ou seja, não pode nem os EUA se escudarem na China, nem pode a China se escudar nos EUA. É preciso que eles se sentem à mesa conosco, para que a gente possa discutir e encontrar os números", disse Lula, em referência às metas de redução nos gases causadores do efeito-estufa.
Lula matizou a crítica à China e concentrou a cobrança nos EUA, que lembrou ser "o maior poluidor do planeta". "Obama tem que assumir mais responsabilidades, a China tem responsabilidades, mas menos que os EUA", avaliou. O presidente brasileiro disse ainda que pretendia conversar por telefone sobre o tema com os presidentes americano, Barack Obama, chinês, Hu Jintao, e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.
"Restam os EUA, a maior economia do mundo, maior emissor de gases de efeito estufa no mundo, portanto têm maior responsabilidade", disse Lula. "Os números que o presidente Obama apresentou são pequenos diante da quantidade de emissões que os EUA têm emitido nos últimos 200 anos. Apesar de todas as dificuldades que Obama tem, os números que enviou ao Congresso representam apenas a metade do que o Brasil assumiu para cortar o desmatamento da Amazônia. Se o Brasil pode, os EUA podem fazer muito mais", argumentou.
"Todos terão que apresentar números"
O Brasil se credenciou a jogar um papel mais proeminente em Copenhague ao anunciar, na semana passada, o compromisso voluntário de cortar as suas emissões de gases em 36,1% a 38,9%, até 2020. O número representaria um retorno aos níveis de emissões de 1994.
"Todos terão que apresentar números, o presidente Obama, o presidente Hu Jintao e todos os outros ",insistiu Lula. "Por que você pensa que o Brasil tomou a iniciativa de apresentar números? É para a gente poder cobrar daqueles que passam o tempo inteiro querendo dar lições ao Brasil. O Brasil fez a sua parte e eles têm de fazer a deles", firmou. Na avaliação de Lula, o Brasil assumiu "compromissos excepcionais".
Dilma, esperança "sem berço esplêndido"
A cobrança do Brasil foi coordenada com dirigentes europeus (o britânico Gordon Brown e o francês Nicolas Sarkozy), que também querem uma cúpula que decida sobre o combate ao aquecimento global provocado pelo efeito estufa. A União Europeia (UE), o Japão e outras nações asiáticas também reagiram.
Dilma Rousseff, depois de participar da conferência ministerial preparatória, também na capital dinamarquesa, manifestou a esperança de que a cúpula alcance um acordo. "Mas ter esperança não significa deitar em berço esplêndido", disse Dilma.
Como fator favorável, a ministra citou a perspectiva do comparecimento de Lula, Sarkozy, Brown e outros governantes em Copenhague. "Com a presença deles, é mais fácil um acordo. O grau de liberdade de embaixadores e ministros é mais estreito", comentou.
EUA e China prometem "tratado operacional"
As pressões conjugadas do Brasil e outros países empenhados no sucesso de Copenhague parece ter repercutido em Pequim, onde Obama fez uma primeira visita de Estado. A declaração conjunta sino-americana, assinada por ele e o presidente Hu Jintao, mostra um engajamento mais substantivo com a cúpula, em comparação com as declarações feitas em Singapura no domingo, prevendo apenas um acordo "politicamente vinculante", ou seja, não obrigatório.
"Os dois lados concordaram que a transição para uma economia verde e de baixo consumo de carbono é essencial e que a indústria de energia limpa vai proporcionar o aumento de oportunidades para os cidadãos de ambos os países nos próximos anos", diz a declaração conjunta. Refere-se também a "metas de redução das emissões, por parte dos países desenvolvidos, e ações nacionais adequadas de atenuação, por parte dos países em desenvolvimento".
A distinção atende à compreensão, cara à China e defendida também pelo Brasil, de que o acordo deve se basear "no princípio de responsabilidades compartilhadas mas diferenciadas", conforme o texto assinado por Obama e Hu. O documento também aconselha "uma ajuda financeira às nações em desenvolvimento e ações para a preservação de florestas e de apoio aos países pobres e vulneráveis no processo de adaptação à mudança climática".
Obama, depois da assinatura, falou à imprensa aparentemente com o objetivo de dissipar o ceticismo suscitado em Singapura. "Nosso objetivo não é um acordo parcial ou uma declaração política, mas um tratado que cubra todos os temas que estão em negociação e tenha efeito operacional imediato", disse o presidente americano, em coletiva, ao lado de Hu. "Nós entramos em acordo visando trabalhar pelo sucesso de Copenhague", enfatizou o chefe da Casa Branca.
Da redação, site vermelho, com agências
Lula resolve ir a Copenhague e pressiona Obama por acordo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mudou sua agenda e irá à cúpula de Copenhague sobre mudanças climáticas, no mês que vem. "neste momento somente com a presença de dirigentes políticos é que se pode muda", disse Lula em Roma, nesta terça-feira (17), reagindo duramente à "relutância" mostrada pelo presidente Barack Obama em alcançar um acordo climático efetivo em Copenhague.
"No momento somente com a presença de dirigentes políticos é que se pode mudar alguma coisa em Copenhague e o que parecia impossível pode se concretizar", disse Lula. "Nós achamos que, quando os dirigentes se reunirem em torno de uma mesa, aquilo que parecia impossível de se concretizar pode se concretizar", agregou.
"Vou a Copenhague"
Conforme o planejamento anterior, o governo brasileiro seria representado em Copenhague por uma representação chefiada pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). A mudança de planos veio acompanhada de uma crítica enfática à ideia de uma cúpula não resolutiva.
"Vou a Copenhague, nos dias 16 e 17 de dezembro. Acertei com o presidente Sarkozy (da França) e com o primneiro ministro Gordon Brown (Reino Unido). Espero que eles consigam avançar para, no mínimo, assumir alguns princípios básicos para que a gente consiga diminuir os gases de efeito estufa" anunciou Lula.
Crítica ao "maior poluidor do planeta"
"Eu penso que nós não temos como aceitar a ideia dos EUA e da China não participarem desse processo. Ou seja, não pode nem os EUA se escudarem na China, nem pode a China se escudar nos EUA. É preciso que eles se sentem à mesa conosco, para que a gente possa discutir e encontrar os números", disse Lula, em referência às metas de redução nos gases causadores do efeito-estufa.
Lula matizou a crítica à China e concentrou a cobrança nos EUA, que lembrou ser "o maior poluidor do planeta". "Obama tem que assumir mais responsabilidades, a China tem responsabilidades, mas menos que os EUA", avaliou. O presidente brasileiro disse ainda que pretendia conversar por telefone sobre o tema com os presidentes americano, Barack Obama, chinês, Hu Jintao, e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.
"Restam os EUA, a maior economia do mundo, maior emissor de gases de efeito estufa no mundo, portanto têm maior responsabilidade", disse Lula. "Os números que o presidente Obama apresentou são pequenos diante da quantidade de emissões que os EUA têm emitido nos últimos 200 anos. Apesar de todas as dificuldades que Obama tem, os números que enviou ao Congresso representam apenas a metade do que o Brasil assumiu para cortar o desmatamento da Amazônia. Se o Brasil pode, os EUA podem fazer muito mais", argumentou.
"Todos terão que apresentar números"
O Brasil se credenciou a jogar um papel mais proeminente em Copenhague ao anunciar, na semana passada, o compromisso voluntário de cortar as suas emissões de gases em 36,1% a 38,9%, até 2020. O número representaria um retorno aos níveis de emissões de 1994.
"Todos terão que apresentar números, o presidente Obama, o presidente Hu Jintao e todos os outros ",insistiu Lula. "Por que você pensa que o Brasil tomou a iniciativa de apresentar números? É para a gente poder cobrar daqueles que passam o tempo inteiro querendo dar lições ao Brasil. O Brasil fez a sua parte e eles têm de fazer a deles", firmou. Na avaliação de Lula, o Brasil assumiu "compromissos excepcionais".
Dilma, esperança "sem berço esplêndido"
A cobrança do Brasil foi coordenada com dirigentes europeus (o britânico Gordon Brown e o francês Nicolas Sarkozy), que também querem uma cúpula que decida sobre o combate ao aquecimento global provocado pelo efeito estufa. A União Europeia (UE), o Japão e outras nações asiáticas também reagiram.
Dilma Rousseff, depois de participar da conferência ministerial preparatória, também na capital dinamarquesa, manifestou a esperança de que a cúpula alcance um acordo. "Mas ter esperança não significa deitar em berço esplêndido", disse Dilma.
Como fator favorável, a ministra citou a perspectiva do comparecimento de Lula, Sarkozy, Brown e outros governantes em Copenhague. "Com a presença deles, é mais fácil um acordo. O grau de liberdade de embaixadores e ministros é mais estreito", comentou.
EUA e China prometem "tratado operacional"
As pressões conjugadas do Brasil e outros países empenhados no sucesso de Copenhague parece ter repercutido em Pequim, onde Obama fez uma primeira visita de Estado. A declaração conjunta sino-americana, assinada por ele e o presidente Hu Jintao, mostra um engajamento mais substantivo com a cúpula, em comparação com as declarações feitas em Singapura no domingo, prevendo apenas um acordo "politicamente vinculante", ou seja, não obrigatório.
"Os dois lados concordaram que a transição para uma economia verde e de baixo consumo de carbono é essencial e que a indústria de energia limpa vai proporcionar o aumento de oportunidades para os cidadãos de ambos os países nos próximos anos", diz a declaração conjunta. Refere-se também a "metas de redução das emissões, por parte dos países desenvolvidos, e ações nacionais adequadas de atenuação, por parte dos países em desenvolvimento".
A distinção atende à compreensão, cara à China e defendida também pelo Brasil, de que o acordo deve se basear "no princípio de responsabilidades compartilhadas mas diferenciadas", conforme o texto assinado por Obama e Hu. O documento também aconselha "uma ajuda financeira às nações em desenvolvimento e ações para a preservação de florestas e de apoio aos países pobres e vulneráveis no processo de adaptação à mudança climática".
Obama, depois da assinatura, falou à imprensa aparentemente com o objetivo de dissipar o ceticismo suscitado em Singapura. "Nosso objetivo não é um acordo parcial ou uma declaração política, mas um tratado que cubra todos os temas que estão em negociação e tenha efeito operacional imediato", disse o presidente americano, em coletiva, ao lado de Hu. "Nós entramos em acordo visando trabalhar pelo sucesso de Copenhague", enfatizou o chefe da Casa Branca.
Da redação, site vermelho, com agências
16 de Novembro de 2009 - 17h06
Renato Rabelo lança livro Ideias e Rumos em Brasília
O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, lança no próximo dia 01 de dezembro às 17 horas em Brasília, seu mais recente livro, Ideias e rumos. A obra será apresentada ao público com uma sessão de autógrafos no Salão Nobre da Câmara dos Deputados. A obra é uma parceria entre a editora Anita Garibaldi e a Fundação Maurício Grabois.
Ideias e rumos reúne textos, intervenções políticas e discursos de Rabelo ao longo de seus quase oito anos à frente do partido. O livro traz reflexões acerca da conjuntura política nacional e internacional nas últimas três décadas. Dividida em três partes – O Rumo, O Caminho e O Instrumento – a obra oferece avaliações teóricas sobre as diretrizes e a luta do partido pelo socialismo. O livro tem como maior trunfo reunir para os leitores os textos mais importantes escritos pela liderança do partido.
Como escreveu o presidente da Fundação, Adalberto Monteiro, no prefácio do livro, o conteúdo dessa obra comprova o trabalho que Renato Rabelo “vem fazendo para cumprir seu compromisso firmado em dezembro de 2001, no 10º Congresso do PCdoB. Ele assumia, então, a presidência do Partido, no lugar de João Amazonas. Tinha pela frente o desafio de suceder uma das mais destacadas lideranças dos comunistas brasileiros. Disse, ao lado do histórico dirigente e diante do coletivo militante que o respaldava: “Tentarei dar desenvolvimento ao pensamento político de nosso Partido na nova situação e reunir as inteligências e os meios necessários para enfrentar os novos desafios que nos apresentam. Manteremos a linha revolucionária e flexível que nos possibilitará conquistas ainda maiores”.
Trajetória
Renato Rabelo nasceu em 1942 em Ubaíra, interior da Bahia. A militância no movimento estudantil começou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, fazendo parte da Juventude Universitária Católica (JUC), e depois da Ação Popular (AP).
Em 1965, foi eleito presidente da UEB (União dos Estudantes da Bahia). Com o endurecimento do governo militar na Bahia, Rabelo entra num período de semi-clandestinidade e vai para São Paulo. Mais tarde foi eleito vice-presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes). Após o término de sua gestão na UNE, assume papel de destaque na direção nacional na Ação Popular, indo estudar na China por seis meses, em plena Revolução Cultural. No retorno ao Brasil, participa da luta política da AP em Goiás. Graças a esta política de vinculação ao povo, consegue resistir à perseguição da ditadura.
Com a incorporação da AP ao PCdoB, Rabelo ingressa no partido compondo o Comitê Central da organização, de onde contribui para criar bases de retaguarda para a Guerrilha do Araguaia.
Em 1976, passa a viver exilado em Paris. No final de 1979, retorna ao país com a Anistia, e participa da preparação do 6º Congresso do PCdoB, um congresso semi-clandestino, pois o partido só conquista sua legalidade em 1985. Passa a integrar o secretariado do PCdoB, fazendo parte da Executiva Nacional. Foi eleito duas vezes vice-presidente nacional do partido, responsável pela juventude, depois pela organização partidária. Em 2001 é eleito presidente nacional do PCdoB. Participou das coordenações das cinco campanhas de Lula, desde 1989. No segundo mandato de Lula passa a integrar o Conselho Político do Governo da República.
Ideias e rumos, da Editora Anita Garibaldi, custará R$30 e também pode ser adquirido pelo www.anitagaribaldi.com.br
Renato Rabelo lança livro Ideias e Rumos em Brasília
O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, lança no próximo dia 01 de dezembro às 17 horas em Brasília, seu mais recente livro, Ideias e rumos. A obra será apresentada ao público com uma sessão de autógrafos no Salão Nobre da Câmara dos Deputados. A obra é uma parceria entre a editora Anita Garibaldi e a Fundação Maurício Grabois.
Ideias e rumos reúne textos, intervenções políticas e discursos de Rabelo ao longo de seus quase oito anos à frente do partido. O livro traz reflexões acerca da conjuntura política nacional e internacional nas últimas três décadas. Dividida em três partes – O Rumo, O Caminho e O Instrumento – a obra oferece avaliações teóricas sobre as diretrizes e a luta do partido pelo socialismo. O livro tem como maior trunfo reunir para os leitores os textos mais importantes escritos pela liderança do partido.
Como escreveu o presidente da Fundação, Adalberto Monteiro, no prefácio do livro, o conteúdo dessa obra comprova o trabalho que Renato Rabelo “vem fazendo para cumprir seu compromisso firmado em dezembro de 2001, no 10º Congresso do PCdoB. Ele assumia, então, a presidência do Partido, no lugar de João Amazonas. Tinha pela frente o desafio de suceder uma das mais destacadas lideranças dos comunistas brasileiros. Disse, ao lado do histórico dirigente e diante do coletivo militante que o respaldava: “Tentarei dar desenvolvimento ao pensamento político de nosso Partido na nova situação e reunir as inteligências e os meios necessários para enfrentar os novos desafios que nos apresentam. Manteremos a linha revolucionária e flexível que nos possibilitará conquistas ainda maiores”.
Trajetória
Renato Rabelo nasceu em 1942 em Ubaíra, interior da Bahia. A militância no movimento estudantil começou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, fazendo parte da Juventude Universitária Católica (JUC), e depois da Ação Popular (AP).
Em 1965, foi eleito presidente da UEB (União dos Estudantes da Bahia). Com o endurecimento do governo militar na Bahia, Rabelo entra num período de semi-clandestinidade e vai para São Paulo. Mais tarde foi eleito vice-presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes). Após o término de sua gestão na UNE, assume papel de destaque na direção nacional na Ação Popular, indo estudar na China por seis meses, em plena Revolução Cultural. No retorno ao Brasil, participa da luta política da AP em Goiás. Graças a esta política de vinculação ao povo, consegue resistir à perseguição da ditadura.
Com a incorporação da AP ao PCdoB, Rabelo ingressa no partido compondo o Comitê Central da organização, de onde contribui para criar bases de retaguarda para a Guerrilha do Araguaia.
Em 1976, passa a viver exilado em Paris. No final de 1979, retorna ao país com a Anistia, e participa da preparação do 6º Congresso do PCdoB, um congresso semi-clandestino, pois o partido só conquista sua legalidade em 1985. Passa a integrar o secretariado do PCdoB, fazendo parte da Executiva Nacional. Foi eleito duas vezes vice-presidente nacional do partido, responsável pela juventude, depois pela organização partidária. Em 2001 é eleito presidente nacional do PCdoB. Participou das coordenações das cinco campanhas de Lula, desde 1989. No segundo mandato de Lula passa a integrar o Conselho Político do Governo da República.
Ideias e rumos, da Editora Anita Garibaldi, custará R$30 e também pode ser adquirido pelo www.anitagaribaldi.com.br
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